Entrevistas

CARLOS GADELHA
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A saúde é alavanca para sair da crise

O economista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma nesta entrevista que o peso da saúde no PIB brasileiro é maior que o da indústria manufatureira. Além disso, 35% das atividades produtivas, tecnológicas, de pesquisa e de inovação provêm do campo da saúde ou de áreas muito próximas, como ciências biológicas e biomédicas, e mobilizam 12 milhões de trabalhadores qualificados. “A saúde, ao mesmo tempo que constitui um direito básico de cidadania, mobiliza um dos mais importantes complexos produtivos de inovação para o país”. Leia mais

ARISTIDES MONTEIRO NETO
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Desigualdade sem fim

Ao mesmo tempo em que celebra suas ricas diferenças culturais e sociais, o Brasil carrega traços de uma desigualdade regional profunda. O brasileiro da região Centro-sul vive uma realidade socioeconômica muito distinta de quem vive, por exemplo, às margens do Rio São Francisco ou na Amazônia. As diferenças no acesso a bens públicos, infraestrutura e investimentos são alguns dos fatores que evidenciam a necessidade de uma estratégia de políticas de longo prazo. O pesquisador do Ipea reaviva a discussão nesta entrevista a Região e Redes. Leia mais

MARIA GUADALUPE MEDINA
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Por que a Atenção Primária é desejável

Há consenso no mundo de que a existência de uma Atenção Primária à Saúde robusta, cumprindo a função primordial de porta de entrada é fundamental para a integração dos serviços e para efetividade do sistema no cumprimento de suas funções essenciais. É o que conta nesta entrevista a pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Essa ideia é difundida mediante documentos organismos internacionais e evidenciada nos inúmeros estudos publicados, especialmente depois da segunda metade dos anos 70″, diz. Leia mais

GIOVANNI GUIDO CERRI
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Público-privado: uma parceria sem começo nem fim

Para fomentar o debate sobre as propostas e planos que podem reorientar as políticas de saúde no país nos próximos anos, Região e Redes entrevistou o professor da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretário estadual de Saúde e vice-presidente do Instituto Coalizão Saúde. Segundo ele, uma das soluções para melhorar o acesso à saúde e torná-lo sustentável pode ser o incremento das relações público-privada no Sistema Único de Saúde (SUS). Leia mais

NELSON IBAÑEZ
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“O paciente deve ser sujeito e não objeto do sistema de saúde”

Para colocar o paciente como sujeito é preciso criar mecanismos de acolhimento, regulação da demanda em vez da oferta, e melhorar a suficiência do sistema, explica o professor da Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo. Além disso, complementa ele, é fundamental o apoio de políticas sociais e econômicas. “Sem isso, é a mesma coisa que combater endemias rurais com inseticidas. Mata-se o mosquito, mas as pessoas também.” Leia mais

FERNANDO REZENDE
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Municipalização da política estadual

O economista e professor na Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV) explica que o Brasil não fez o que em outras federações se mostrou fundamental: um regime de tributação federativo baseado no princípio da equalização fiscal. “Não é por acaso que há uma relação muito forte entre municípios e União e outra fraca entre municípios e estados”, afirma. Leia mais

SILVIA GERSCHMAN
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Perfil de um estado

Sem um território previamente regionalizado, não será possível integrar o sistema de saúde nos seus níveis de complexidade e criar um sistema de referência e contrarreferência para a orientação e encaminhamento dos pacientes. É o que diz a socióloga e professora na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, nesta entrevista à Região e Redes sobre o seu livro “Saúde e Políticas Sociais no Rio de Janeiro”. Leia mais

PATTY FIDELIS DE ALMEIDA
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Além das fronteiras municipais

Coordenadora do estudo que resultou no livro “Atenção Primária à Saúde na Coordenação do Cuidado em Regiões de Saúde”, a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense adianta nesta entrevista alguns resultados de sua pesquisa e detalha o processo de investigação que aplicou: “Para avaliar a conformação de redes nas regiões de saúde não basta fazer as mesmas perguntas de investigação tradicionalmente utilizadas nos estudos para avaliação dos municípios isoladamente”. Leia mais

LUIZ GONZAGA BELLUZZO
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A destituição de uma Constituição

Enquanto na Europa discutem-se políticas de aumento de salário mínimo e nos Estados Unidos o presidente Barak Obama ensaia uma ampliação do acesso aos serviços de saúde, no Brasil, com todas as suas desigualdades, colocam-se propostas de privatização e fragmentação do SUS. A crítica foi feita pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor das Faculdades de Campinas (Facamp), durante esta entrevista exclusiva. Leia mais

Ana Fonseca
Elza Fiúza - ABr

Políticas sociais contra as desigualdades

“A Constituição de 1988 foi um marco na garantia da saúde como direito e um passo importante para a universalização da cidadania, apesar de, passados 26 anos, ainda estarmos em construção”, afirma a pesquisadora do Núcleo de Estudos de Políticas Publicas (NEPP), da Universidade de Campinas (Unicamp). Nesta entrevista, ela lembra que, antes de 1988, existiam apenas as santas casas, os hospitais dos alienados e as instituições filantrópicas. Leia mais