Doenças dos brasileiros

Publicado originalmente pela Abrasco

O estudo Global Burden of Disease (GBD), inicialmente coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e, desde 2007, pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (Institute of Health Metrics and Evaluation – IHME) da Universidade de Washington, Estados Unidos, representa um esforço científico sistemático para quantificar a magnitude comparativa da perda de saúde decorrente de doenças, lesões e fatores de risco, por idade e sexo, e para pontos específicos no tempo.

Em 2014, o Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS), estabeleceu uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o IHME para apoio às análises do estudo “Carga Global de Doenças do Brasil”, produzindo pela primeira vez estimativas para o Brasil e suas 27 unidades federadas. O projeto, denominado GBD Brasil 2015, construiu uma rede de colaboradores com a participação de pesquisadores brasileiros e técnicos do MS, que apoiaram as análises da carga da doença no país e nos estados, dados estes que são agora apresentados no suplemento temático da Revista Brasileira de Epidemiologia – RBE.

Os artigos dessa edição da RBE são inéditos e resultam dos esforços de estimar e analisar a carga a doença no Brasil e nos estados, nos seus diferentes aspectos, fazendo uso das métricas de saúde relativas a carga da doença, como os anos potenciais de vida perdidos (YLL), anos de vida saudáveis perdidos (DALY), entre outros.

Os artigos incluem uma apresentação da metodologia do estudo GBD em português, analisam a qualidade da informação de mortalidade disponível, desenvolvem análises sobre importantes causas de morte no Brasil, morbidade, incapacidade/limitações, fatores de risco e a perda da saúde devido a várias causas, tanto devido a doenças quanto a fatores de risco.

Ao apresentarem estes resultados sobre a ocorrência de doenças, incapacidades e mortes na população brasileira, a RBE e ou autores esperam que, ao usar os dados, os gestores e trabalhadores em saúde possam tornar visível o problema de saúde e os resultados das políticas de saúde, apoiando a tomada de decisão.

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Rev. bras. epidemiol. vol.20 supl.1 São Paulo – maio 2017