Entrevista

Foto: Araquém Alcântara

Para colocar o paciente como sujeito é preciso criar mecanismos de acolhimento, regulação da demanda em vez da oferta, e melhorar a suficiência do sistema, explica Nelson Ibañes, professor da Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo, nessa entrevista exclusiva ao projeto Região e Redes.

Foto: Araquém Alcântara

A educação permanente em saúde tem ganho um papel estratégico. As limitações de recursos têm levado gestores e profissionais a repensar alternativas para efetivar o direito à saúde, trazer ganhos de eficiência e melhorar a qualidade do cuidado. Para essa conversa convidamos Jeane Rego, educadora, enfermeira e especialista em gestão de saúde pela Universidade Federal do Pará.

Foto: Radilson Carlos Gomes

O economista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Grabois Gadelha, afirma nesta entrevista que o peso da saúde no PIB brasileiro é maior que o da indústria manufatureira. Cerca de 35% das atividades produtivas, tecnológicas, de pesquisa e de inovação provêm do campo da saúde ou de áreas muito próximas e mobilizam 12 milhões de trabalhadores qualificados.

Foto: Araquém Alcântara

Ao mesmo tempo em que celebra suas ricas diferenças culturais e sociais, o Brasil carrega traços de uma desigualdade regional profunda. As diferenças no acesso a bens públicos, infraestrutura e investimentos são alguns dos fatores que evidenciam a necessidade de uma estratégia de políticas de longo prazo. O pesquisador do Ipea, Aristides Monteiro Neto, reaviva a discussão.

Foto: Radilson Carlos Gomes

Há consenso no mundo de que a existência de uma Atenção Primária à Saúde robusta, cumprindo a função primordial de porta de entrada é fundamental para a integração dos serviços e para efetividade do sistema no cumprimento de suas funções essenciais. É o que explica Maria Guadalupe Medina, pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Foto: Radilson Carlos Gomes

Para Giovanni Cerri, professor da USP e vice-presidente do ICOS, intensificar essa relação pode ser um dos caminhos para melhorar o acesso à saúde e torná-lo sustentável. Conversamos com o ex-secretário de SP sobre as propostas que podem reorientar as políticas de saúde no país nos próximos anos.

O economista da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV), Fernando Rezende, explica que o Brasil não fez o que em outras federações se mostrou fundamental: um regime de tributação federativo baseado no princípio da equalização fiscal. “Não é por acaso que há uma relação muito forte entre municípios e União e outra fraca entre municípios e estados”, afirma.

Sem um território previamente regionalizado, não será possível integrar o sistema de saúde nos seus níveis de complexidade e criar um sistema de referência e contrarreferência para a orientação e encaminhamento dos pacientes. É o que diz a socióloga e professora na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, nesta entrevista à Região e Redes sobre o seu livro “Saúde e Políticas Sociais no Rio de Janeiro”.

Coordenadora do estudo que resultou no livro “Atenção Primária à Saúde na Coordenação do Cuidado em Regiões de Saúde”, a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense adianta nesta entrevista alguns resultados de sua pesquisa e detalha o processo de investigação que aplicou: “Para avaliar a conformação de redes nas regiões de saúde não basta fazer as mesmas perguntas de investigação tradicionalmente utilizadas nos estudos para avaliação dos municípios isoladamente”.

“A Constituição de 1988 foi um marco na garantia da saúde como direito e um passo importante para a universalização da cidadania, apesar de, passados 26 anos, ainda estarmos em construção”, afirma a pesquisadora do Núcleo de Estudos de Políticas Publicas (NEPP), da Universidade de Campinas (Unicamp). Nesta entrevista, ela lembra que, antes de 1988, existiam apenas as santas casas, os hospitais dos alienados e as instituições filantrópicas.

Back