Saúde

Coordenadora do estudo que resultou no livro “Atenção Primária à Saúde na Coordenação do Cuidado em Regiões de Saúde”, a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense adianta nesta entrevista alguns resultados de sua pesquisa e detalha o processo de investigação que aplicou: “Para avaliar a conformação de redes nas regiões de saúde não basta fazer as mesmas perguntas de investigação tradicionalmente utilizadas nos estudos para avaliação dos municípios isoladamente”.

“A Constituição de 1988 foi um marco na garantia da saúde como direito e um passo importante para a universalização da cidadania, apesar de, passados 26 anos, ainda estarmos em construção”, afirma a pesquisadora do Núcleo de Estudos de Políticas Publicas (NEPP), da Universidade de Campinas (Unicamp). Nesta entrevista, ela lembra que, antes de 1988, existiam apenas as santas casas, os hospitais dos alienados e as instituições filantrópicas.

Foto: Radilson Carlos Gomes

A coordenadora do Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS), programa do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz, fala nesta entrevista sobre o papel do Estado na atenção básica à primeira infância e sobre a importância da regionalização. “O SUS é uma construção exemplar neste sentido. Mas, é claro, precisamos aprimorar bastante os modos de fazer as práticas diárias do cuidado”, afirma.

Em entrevista exclusiva para Região e Redes, Paulo Gadelha, presidente da Fundação Oswaldo Cruz, afirmou que, dada a capilaridade e complexidade do SUS, o Brasil assumiu o protagonismo no combate ao mosquito transmissor da zika. “Essa experiência com a epidemia zika é fruto de um trabalho coordenado, mas precisamos olhar para a frente porque esse não será o nosso último caso de epidemia”, advertiu.

Segundo Erminia Maricato, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a falta de saneamento, de urbanização e de moradia ajudam a explicar porque o país convive com o mosquito Aedes aegypti. Para ela, a solução passa por tirar os mercadores das decisões sobre o investimento do dinheiro público. “Não adianta fazer o urbanismo do espetáculo passando por cima de décadas de demandas atrasadas”.

“Qualquer que seja a decisão, sempre haverá os prós e os contras”, afirma Luís Pisco, professor convidado do Departamento de Medicina Geral e Familiar da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Nesta entrevista ele lembra que no Canadá e na Noruega a recentralização obteve resultados melhores do que a descentralização que a antecedeu.

O médico sanitarista e deputado federal pelo Ceará, Odorico Monteiro, defende que planejamento e gestão regional devem ser aprimorados e ampliados para garantir o avanço do SUS. Até aqui, o sistema brasileiro dependeu muito da municipalização para avançar. Hoje essa política não dá mais conta do presente e menos ainda do futuro.

O professor do Institute of Health Policy, Management and Evaluation, da Universidade de Toronto, conta nesta entrevista um pouco da experiência do Canadá com a regionalização. A introdução de um modelo de governança e gestão mais ativo tomou lugar de um sistema dominado por pagamentos passivos do governo aos provedores de serviços de atenção à saúde.

A incorporação tecnológica pode impactar os sistemas de saúde para o bem ou para o mal. Ao mesmo tempo em que melhora os serviços de prevenção, diagnósticos, tratamentos e reabilitação, também os tornam mais caros e menos inclusivos. Leia mais na entrevista com Hudson Pacífico da Silva, pesquisador da École Nationale d‘Administration Publique (Canadá).

O pesquisador Eronildo Felisberto, do Grupo de Estudos em Gestão e Avaliação em Saúde do IMIP, explica nesta entrevista o papel da Vigilância em Saúde na Atenção à Saúde e a importância da mobilização proporcionada pela pesquisa Região e Redes em torno do tema da regionalização.

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