SUS

Artigo de Eduardo Fagnani no livro “A reforma tributária necessária”

Artigo de Ana Luiza d’Ávila Viana e  Eronildo Felisberto sobre o projeto Região e Redes

Foto: Radilson Carlos Gomes

O economista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Grabois Gadelha, afirma que o peso da saúde no PIB brasileiro é maior que o da indústria manufatureira. Cerca de 35% das atividades produtivas, tecnológicas, de pesquisa e de inovação vêm do campo da saúde ou de áreas muito próximas e mobilizam 12 milhões de trabalhadores.

Foto: Araquém Alcântara

Ao mesmo tempo em que celebra suas ricas diferenças culturais e sociais, o Brasil carrega traços de uma desigualdade regional profunda. As diferenças no acesso a bens públicos, infraestrutura e investimentos são alguns dos fatores que evidenciam a necessidade de uma estratégia de políticas de longo prazo. O pesquisador do Ipea, Aristides Monteiro Neto, reaviva a discussão.

Foto: Radilson Carlos Gomes

Há consenso no mundo de que a existência de uma Atenção Primária à Saúde robusta, cumprindo a função primordial de porta de entrada é fundamental para a integração dos serviços e para efetividade do sistema no cumprimento de suas funções essenciais. É o que explica Maria Guadalupe Medina, pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O economista da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV), Fernando Rezende, explica que o Brasil não fez o que em outras federações se mostrou fundamental: um regime de tributação federativo baseado no princípio da equalização fiscal. “Não é por acaso que há uma relação muito forte entre municípios e União e outra fraca entre municípios e estados”, afirma.

Sem um território previamente regionalizado, não será possível integrar o sistema de saúde nos seus níveis de complexidade e criar um sistema de referência e contrarreferência para a orientação e encaminhamento dos pacientes. É o que diz a socióloga e professora na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, nesta entrevista à Região e Redes sobre o seu livro “Saúde e Políticas Sociais no Rio de Janeiro”.

Coordenadora do estudo que resultou no livro “Atenção Primária à Saúde na Coordenação do Cuidado em Regiões de Saúde”, a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense adianta nesta entrevista alguns resultados de sua pesquisa e detalha o processo de investigação que aplicou: “Para avaliar a conformação de redes nas regiões de saúde não basta fazer as mesmas perguntas de investigação tradicionalmente utilizadas nos estudos para avaliação dos municípios isoladamente”.

“A Constituição de 1988 foi um marco na garantia da saúde como direito e um passo importante para a universalização da cidadania, apesar de, passados 26 anos, ainda estarmos em construção”, afirma a pesquisadora do Núcleo de Estudos de Políticas Publicas (NEPP), da Universidade de Campinas (Unicamp). Nesta entrevista, ela lembra que, antes de 1988, existiam apenas as santas casas, os hospitais dos alienados e as instituições filantrópicas.

Foto: Radilson Carlos Gomes

A coordenadora do Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS), programa do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz, fala nesta entrevista sobre o papel do Estado na atenção básica à primeira infância e sobre a importância da regionalização. “O SUS é uma construção exemplar neste sentido. Mas, é claro, precisamos aprimorar bastante os modos de fazer as práticas diárias do cuidado”, afirma.

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