A pesquisa e sua capilaridade

Em menos de dois meses, Região e Redes registrou importantes atividades nacionais e internacionais. Em Barretos (SP), lançou sua primeira pesquisa de campo. Em Goiânia (GO), apresentou sete trabalhos no Abrascão. E em Ancona (Itália), participou do XXVI Calass, representada por três de seus pesquisadores.

 

Campo-BarretosBarretos

 No dia 19 de outubro, a pesquisa Região e Redes divulgará o balanço da pesquisa de campo realizada em agosto na região de Barretos (que incluiu os municípios de Olímpia, Cajobi, Bebedouro e Taiuva), no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e agosto. O encontro está agendado para as 10 hs, no HCOR, à rua Desembargador Eliseu Guilherme, 147, em São Paulo. No período da manhã, a reunião será realizada no Auditório 4. E no período da tarde, no Auditório 2. Estão sendo esperados pelo menos um pesquisador de cada equipe ou dimensão.

Na pesquisa de campo em Barretos, 25 pesquisadores aplicaram 45 questionários ao longo de uma semana. Dentre os pontos positivos identificados estão o grande número de entrevistas realizadas, a identificação de pontos que podem ser melhorados no próximo campo, e a interação entre os membros da equipe. Dentre os pontos negativos, os pesquisadores que foram a campo apontaram: dificuldades de agendamento, questionários muito extensos, falhas de comunicação, entre outros.

 

Abrascão-plateiaGoiânia

 Entre 28 de julho a 1º de agosto, pesquisadores de Região e Redes participaram em Goiânia do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), com a apresentação de 9 trabalhos:

  • Relações federativas na implementação do programa academia da saúde em municípios do estado de São Paulo. Por Paulo Mota;
  • Quanto o Brasil mudou: observações a partir da situação das regiões de saúde nos anos 2000 e 2014. Por Fabíola Lana Iozzi;
  • Tipologia das regiões de saúde: condicionantes estruturais para a regionalização no Brasil. Por Liza Uchimura;
  • Acessibilidade e longitudinalidade nas unidades de saúde da família do distrito Cabula/Beiru – Salvador – Bahia – Brasil. Por Ana Paula Chancharulo;
  • Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo na saúde: associação virtuosa entre saúde e desenvolvimento? Por Fabíola Lana Iozzi;
  • Boas intenções, grandes desafios: o que dizem os municípios sobre o processo de regionalização e conformação das redes de atenção à saúde no Brasil? Por Paulo Mota;
  • Condicionantes da regionalização em saúde no Brasil. Por Ana Paula Chancharulo.
  • Mobilidade dos médicos no Brasil. Por Daniel Silvestre;
  • Padrões nacionais de distribuição de oferta de médicos. Por Daniel Silvestre.

Faculdade de Economia-AnconaAncona

 Três trabalhos de pesquisadores de Região e Redes integraram o XXVI Calass, congresso da Associação Latina de Análise dos Sistemas de Saúde (Alass), cujo tema deste ano foi Tecnologia e Saúde. O evento foi realizado na Universidade de Economia de Ancona, na Itália, entre 3 e 5 de setembro. O objetivo do Calass é debater os modelos dos sistemas de saúde dos países de línguas latinas: espanhola, italiana, francesa, portuguesa e romena. A Associação é formada por uma rede de cientistas (professores e investigadores) e profissionais (gestores, planificadores, designers de políticas) da saúde, interessados em contribuir para a resolução de numerosos problemas dos sistemas de saúde dos países latinos.

 

O pesquisador Hudson Pacífico da Silva, integrante de Região e Redes, apresentou a pesquisa Gestão de tecnologias em países federativos com sistemas de saúde universais e descentralizados: estudo da experiência do Estado de São Paulo, de sua autoria, em parceria com Ana Luiza d’Ávila Viana, Fabíola Lana Iozzi e Nelson Ibañez. Ele debateu em Ancona o papel das redes regionalizadas de atenção à saúde (RRAS) no processo de incorporação tecnológica no SUS. O pesquisador mostrou uma série de estudos de casos em um conjunto selecionado de regiões de saúde, a partir de uma tipologia da situação socioeconômica e da oferta e complexidade dos serviços de saúde.

 

Outro trabalho foi o Mobilidade dos médicos no Brasil, cuja apresentação ficou a cargo do pesquisador Paulo Henrique D’Ângelo Seixas. Ele mostrou que a Região Norte do Brasil tem baixa densidade de médicos, mas que, em 2014, foram implantadas políticas de direcionamento de profissionais para a atenção primária. Segundo Seixas, as políticas federais produziram resultados variáveis em cada um dos sete estados da Região. Foram coautores da pesquisa Daniel de Araújo Moreira Marques Silvestre, Ana Luiza d’Avila Viana, Liza Yurie Teruya Uchimura e Ana Paula Chancharulo de Moraes Pereira.

A pesquisadora Fabíola Lana Iozzi, coautora do estudo  Parcerias público-privadas e desenvolvimento produtivo e tecnológico na saúde: possibilidades para a capacitação dos laboratórios públicos no Brasil, fez um relato sobre o período em que o Brasil não contava com políticas públicas, por exemplo, de inovação na área da saúde. O resultado era uma grande dependência tecnológica do exterior. Porém, a recente adoção de políticas e programas indutores do desenvolvimento nacional, com iniciativas específicas para a área da saúde, fez surgir um novo modelo: o Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que procura superar o quadro de dependência externa do sistema de saúde e expandir o acesso da população a produtos considerados prioritários. Ana Luiza d’Ávila Viana, Nelson Ibañez e Hudson Pacífico da Silva também participaram dessa pesquisa.

 

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